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SHOW DE PESO, BROTHER
Aposta em hits nacionais e ‘pegada’ mais pop marcam a volta da “Mano Brother” aos palcos.
Por motivo de segurança, após o uso das anilhas e dos halteres é obrigatório colocá-los de volta ao nível do chão. O aviso denuncia que se trata de uma academia de ginástica. Mas a banda Mano Brother desrespeita o comando, transformando-a em QG dos ensaios para o show de reestréia no What´s Up, próximo sábado, às 15 horas, ao som de sucessos do pop-rock e do reggae nacionais, mesclados a elementos regionais, como o ijexá.
A apresentação sela o retorno da banda, cujo último show foi realizado oito meses atrás. Com outra formação, a “Mano Brother”, hoje composta por Marcelino (vocal), 28 anos, Adriano “Gralha” (guitarra base), 29, Juarez “Jabá” (guitarra solo), 29, Lildo (baixo), 31, e Lucas (Cajón), 24, já havia tocado, ano passado, no Carangueijo do Sergipe, Café Teatro Porcão e Festa Havaiana, além de outros eventos e casas noturnas.
Segundo Adriano, a banda foi “muito bem” recebida pelo público. “No entanto, tivemos que suspender temporariamente o projeto, devido ao choque entre a agenda de shows e a vida pessoal de cada um dos músicos”, justifica. Para ele, gerente de banco, este é um dos empecilhos que muitas bandas em início de carreira, como a “Mano Brother”, enfrentam para conquistar uma fatia do mercado. “Alguns ensaios são adiados por isso.”
TREINO - Ao nível do chão, só mesmo as anilhas e halteres, que funcionam como suporte para guardar o material da banda, a exemplo de celulares, partituras e capas dos instrumentos. No entanto, a qualidade do som e o compromisso com os ensaios são sempre nivelados por cima.
“Não brincamos em serviço, apesar de nossos encontros serem motivo de festa para a gente”, afirmou Marcelino (ou Linoy da Bahia, como prefere ser chamado), explicando que os ensaios, além de harmonizarem a banda, são importantes para definir a identidade do grupo, já que é nesse momento que o repertório e a roupagem das canções são escolhidos. De acordo com ele, cada música é passada com bastante atenção, observando os detalhes e discutindo qual a melhor maneira de tocá-la. Afirma ainda que, nessa hora, todos os integrantes têm liberdade para mudar alguma coisa. “O importante é acrescentar”, pondera.
Promovidos desde maio na academia abandonada do condomínio Caravelle, na Graça, esses encontros servem também para que os integrantes fujam do repertório oficial e relembrem o passado, quando pertenciam a outros grupos. Linoy, por exemplo, foi vocalista da banda de pagode Os Sungas (que percorreu o país com o hit “Domingo de Manhã”) e do grupo de rock Fahrenheit, do qual também participaram Gralha, Lildo e Jabá. Este, aliás, atuou em outras bandas e, hoje, integra a Mohana, de reggae raiz.
Já o percussionista Lucas, há mais de um ano não sobe aos palcos, apesar de ter tocado durante sete em uma banda de pop-rock mineira pelo circuito universitário do interior paulista e do sul de Minas. “Estou ansioso por voltar a me apresentar, ainda mais por ser na Bahia”, desabafou o percussionista, que aprendeu Cajón há apenas três meses, embora toque bateria há mais de oito anos. “Não foi uma troca. Somente ampliei minha aptidão musical”, disse.
REPERTÓRIO - Em meio a supinos, bicicletas e esteiras ergométricas, o grupo preparou um repertório “pra cima” e mais personalístico para a próxima aparição, dedicando um tratamento especial a cada uma das 25 canções selecionadas, garante o vocalista.
Segundo ele, o show, que faz parte do projeto Sábado do Blau, estará repleto de hits nacionais, como, por exemplo, “Tô no barato” (Planta e Raiz), “Minha irmã” (Cidade Negra) e “Rodo Cotidiano” (O Rappa), além de músicas mais antigas, como “Morena Tropicana” (Alceu Valença), e de quatro composições próprias. Destaque para “Ninguém é de ninguém” - espécie de Ska cuja letra traduz a ausência de compromisso nos relacionamentos amorosos da juventude atual.
Até lá, a banda promete que continuará com os ensaios no mesmo lugar, bem como com a transgressão aos avisos espalhados pela academia, excetuando um, que diz: Após a utilização deste recinto, favor apagar a luz. Afinal de contas, manda quem é síndico e obedece quem tem juízo. Bons meninos. Todos manos brothers! REPORTAGEM: Gabriel Pondé
Aposta em hits nacionais e ‘pegada’ mais pop marcam a volta da “Mano Brother” aos palcos.
Por motivo de segurança, após o uso das anilhas e dos halteres é obrigatório colocá-los de volta ao nível do chão. O aviso denuncia que se trata de uma academia de ginástica. Mas a banda Mano Brother desrespeita o comando, transformando-a em QG dos ensaios para o show de reestréia no What´s Up, próximo sábado, às 15 horas, ao som de sucessos do pop-rock e do reggae nacionais, mesclados a elementos regionais, como o ijexá.
A apresentação sela o retorno da banda, cujo último show foi realizado oito meses atrás. Com outra formação, a “Mano Brother”, hoje composta por Marcelino (vocal), 28 anos, Adriano “Gralha” (guitarra base), 29, Juarez “Jabá” (guitarra solo), 29, Lildo (baixo), 31, e Lucas (Cajón), 24, já havia tocado, ano passado, no Carangueijo do Sergipe, Café Teatro Porcão e Festa Havaiana, além de outros eventos e casas noturnas.
Segundo Adriano, a banda foi “muito bem” recebida pelo público. “No entanto, tivemos que suspender temporariamente o projeto, devido ao choque entre a agenda de shows e a vida pessoal de cada um dos músicos”, justifica. Para ele, gerente de banco, este é um dos empecilhos que muitas bandas em início de carreira, como a “Mano Brother”, enfrentam para conquistar uma fatia do mercado. “Alguns ensaios são adiados por isso.”
TREINO - Ao nível do chão, só mesmo as anilhas e halteres, que funcionam como suporte para guardar o material da banda, a exemplo de celulares, partituras e capas dos instrumentos. No entanto, a qualidade do som e o compromisso com os ensaios são sempre nivelados por cima.
“Não brincamos em serviço, apesar de nossos encontros serem motivo de festa para a gente”, afirmou Marcelino (ou Linoy da Bahia, como prefere ser chamado), explicando que os ensaios, além de harmonizarem a banda, são importantes para definir a identidade do grupo, já que é nesse momento que o repertório e a roupagem das canções são escolhidos. De acordo com ele, cada música é passada com bastante atenção, observando os detalhes e discutindo qual a melhor maneira de tocá-la. Afirma ainda que, nessa hora, todos os integrantes têm liberdade para mudar alguma coisa. “O importante é acrescentar”, pondera.
Promovidos desde maio na academia abandonada do condomínio Caravelle, na Graça, esses encontros servem também para que os integrantes fujam do repertório oficial e relembrem o passado, quando pertenciam a outros grupos. Linoy, por exemplo, foi vocalista da banda de pagode Os Sungas (que percorreu o país com o hit “Domingo de Manhã”) e do grupo de rock Fahrenheit, do qual também participaram Gralha, Lildo e Jabá. Este, aliás, atuou em outras bandas e, hoje, integra a Mohana, de reggae raiz.
Já o percussionista Lucas, há mais de um ano não sobe aos palcos, apesar de ter tocado durante sete em uma banda de pop-rock mineira pelo circuito universitário do interior paulista e do sul de Minas. “Estou ansioso por voltar a me apresentar, ainda mais por ser na Bahia”, desabafou o percussionista, que aprendeu Cajón há apenas três meses, embora toque bateria há mais de oito anos. “Não foi uma troca. Somente ampliei minha aptidão musical”, disse.
REPERTÓRIO - Em meio a supinos, bicicletas e esteiras ergométricas, o grupo preparou um repertório “pra cima” e mais personalístico para a próxima aparição, dedicando um tratamento especial a cada uma das 25 canções selecionadas, garante o vocalista.
Segundo ele, o show, que faz parte do projeto Sábado do Blau, estará repleto de hits nacionais, como, por exemplo, “Tô no barato” (Planta e Raiz), “Minha irmã” (Cidade Negra) e “Rodo Cotidiano” (O Rappa), além de músicas mais antigas, como “Morena Tropicana” (Alceu Valença), e de quatro composições próprias. Destaque para “Ninguém é de ninguém” - espécie de Ska cuja letra traduz a ausência de compromisso nos relacionamentos amorosos da juventude atual.
Até lá, a banda promete que continuará com os ensaios no mesmo lugar, bem como com a transgressão aos avisos espalhados pela academia, excetuando um, que diz: Após a utilização deste recinto, favor apagar a luz. Afinal de contas, manda quem é síndico e obedece quem tem juízo. Bons meninos. Todos manos brothers! REPORTAGEM: Gabriel Pondé

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